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Terça-feira, 08 de Dezembro de 2015

Guairenses estão convidados a participar amanhã do Dia D contra a dengue, zika vírus e febre chikungunya

Por Cristian Edgar Aguazo
    Amanhã, 09 de dezembro, das 08h30 às 14h, a Secretaria de Saúde estará mobilizada no chamado “Dia D” de combate ao mosquito Aedes Aegypti, o famoso mosquito transmissor da dengue. Mas agora o cuidado precisa ser triplicado, já que o famoso Aedes Aegypti transmite também o zika vírus e a febre chikungunya, doenças novas no Brasil, mas que já fazem milhares de vítimas. Amanhã, no semáforo do banco Itaú, equipes da Vigilância Epidemiológica distribuirão folders informativos, sementes e mudas de crotalárias (plantas que ajudam a combater o mosquito). Zika vírus mais perto de nós No dia 14 de julho, o Paraná confirmou seu primeiro caso do zika vírus. Depois, dois casos foram notificados em São Miguel do Iguaçu. Hoje, a Secretaria de Saúde de Foz do Iguaçu internou duas pessoas com suspeita de terem contraído o zika vírus.  O estado também já havia registrado pacientes com chikungunya. Os sintomas da dengue, da febre chikungunyia e do zika vírus são parecidos. Geralmente, o paciente apresenta febre, dor de cabeça, dores no corpo e nas articulações, além de manchas na pele. A preocupação das autoridades sanitárias é com a possibilidade de uma tríplice epidemia, com ocorrências simultâneas das três doenças. Guaíra, por estar numa faixa de fronteira, precisa estar em vigilância máxima, já que foram confirmados casos do Zika vírus em Pedro Juan Caballero/PY, fronteira com Ponta Porã/MS. “A população tem que ficar em alerta, porque as causas de todas essas doenças são diversas. E a fronteira precisa estar em alerta máximo, pois a maioria dos casos são importados. Salto e Pedro Juan, por serem cidades paraguaias de intenso fluxo turístico, possuem estreita ligação interna. Além disso, tivemos os casos aqui no Oeste, o que nos deixa extremamente preocupados”, observa Julio Cesar Juvenal, da Vigilância Sanitária Municipal. Julio também ressalta que o sucesso das ações de prevenção tanto no estado quanto no município dependem da adesão da população às campanhas e ao trabalho dos agentes de saúde. As autoridades lembram que os trabalhos são constantes e que não se pode descuidar, principalmente nesse período de chuvas. Embora seja considerado menos agressivo que a dengue, o zika vírus revelou-se perigoso para as gestantes, já que foi confirmada a relação entre a doença com casos de microcefalia em bebês. E mais: a doença também é transmitida em relações sexuais. Já o chikungunya caracteriza-se principalmente pelas intensas dores nas articulações. Os sintomas duram entre 10 e 15 dias, mas as dores articulares podem permanecer por meses e até anos. Complicações sérias e morte são muito raras. Rápida ascensão   O zika vírus chegou à América há menos de dois anos e já atinge nove países do continente, de acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS). O rápido avanço está registrado no alerta mundial para as infecções divulgado na terça (1º de novembro). Ao todo, 22 países no mundo já relataram casos desse “primo” da dengue. Segundo o relatório, até fevereiro de 2014 não havia nenhum caso confirmado de infecção pelo vírus nas Américas. O primeiro registro no continente ocorreu naquele mês, na Ilha de Páscoa, província do Chile que fica no Pacífico, a 3.700 quilômetros da costa do país. Depois de 15 meses, em maio de 2015, o primeiro caso foi notificado no Brasil. Em outubro foi registrado o primeiro caso na Colômbia. No mês seguinte, foram confirmados os primeiros casos em outros seis países: Paraguai, Venezuela, Suriname, El Salvador, Guatemala e México. Segundo outro relatório publicado em outubro pelo Centro de Controle e Prevenção de Doenças (CDC) do governo dos Estados Unidos, além dos países latino-americanos, casos de transmissão do zika vírus foram registrados também em países da África, da Ásia e da Oceania, além de ilhas do Oceano Pacífico. Na África, houve casos de pacientes infectados em Camarões, Burkina Faso, República Centro Africana, Costa do Marfim, Nigéria, Senegal e Uganda. Na Ásia, houve registros de transmissão do vírus no Camboja, na Indonésia, na Malásia, nas Filipinas, na Tailândia e no Vietnã. Na Oceania e no Pacífico, o vírus foi registrado nas Ilhas Cook, na Micronésia, na Polinésia Francesa, na Nova Caledônia, nas Ilhas Salomão e em Vanuatu. Pelo plantio em massa da crotalária O plantio de crotalária é uma aposta que muitos municípios estão fazendo no combate ao Aedes Aegypti. A planta, que na fase adulta, pode chegar até três metros de altura e atrai predadores do mosquito transmissor. Funciona assim: a crotalária atrai a libélula, que põe seus ovos em água parada e limpa, da mesma maneira que o Aedes Aegypti. Os ovos nascem, viram larvas e essas larvas se alimentam de outras larvas, inclusive do mosquito transmissor da dengue. Além de tudo isso, a libélula adulta se alimenta de pequenos insetos e o Aedes Aegypti faz parte do seu cardápio, sendo uma de suas principais refeições.  

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Data da Última Atualização: 11/08/2020 16:18:47