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Quarta-feira, 27 de Setembro de 2017

A primavera amarela de Guaíra


"Quem não vacila mesmo derrotado
Quem já perdido nunca desespera
E envolto em tempestade decepado
Entre os dentes segura a primavera"
(Secos e Molhados in "Primavera nos dentes", 1973)


Não são só os fuscas vermelhos, "fiats" azul-celeste ou os matizes cada vez mais variados dos automóveis de hoje em dia. Nem são as paredes das casas ou as fachadas do comércio.


Guaíra se tornou mais colorida mesmo foi com a chegada da primavera, que este ano roubou uns dias do inverno e deu as caras bem antes do dia 22 de setembro.


Mas o fato é: Floriu. Guaíra floriu. E de flor em flor os jardins ficaram mais bonitos e, há quem diga, mais alegres.


Como o jardim da dona Naomi e o quintal do Frei Pacífico.


Mas não são apenas nos jardins particulares que encontramos belas flores, plantas e árvores. No viveiro municipal, espécies nativas são criadas pelo Departamento de Meio Ambiente e o cidadão pode até mesmo adquiri-las gratuitamente. O Viveiro Municipal fica ao lado do Módulo Esportivo, numa área bastante arborizada e próxima ao centro.


Quem prefere apreciar o verde que nos protege, encontra no Centro Náutico Marinas e nas várzeas ao longo do rio, uma vegetação que sobrevive à ação predatória. E flores, aqui e acolá.


Por falar em devastação, a primavera, estação que tanto mexe com os corações e mentes, só seria celebrada com mais vigor se não fosse o trágico incêndio que consumiu boa parte do grandioso Parque Nacional de Ilha Grande. Um parque importante, cuja flora precisa ser preservada. Precisa, sobretudo, ser valorizada de verdade pelas pessoas. Afinal, somos parte desta natureza. E se somos parte desse complexo, que façamos também a nossa parte nessa primavera.


Então, é o seguinte, vá para a rua que floriu e que tudo o mais vá para o inverno.


Observe. Há sempre um tempo para a observação. E é sempre tempo de refletir. Como não reparar nas flores amarelas que colorem as ruas da cidade? Guaíra amarelou e não é medo. São as dezenas (centenas?) de sibipirunas com suas flores que douram as copas e colorem o chão.


A sibipiruna é uma árvore que costuma passar despercebida em outras estações. Mas além de dar sombra, ela enfeita. Trata-se de uma das espécies mais floríferas do gênero Caesalpinia. E uma das mais longevas: ela pode chegar aos 100 anos de idade. Neste ano de 2017, parece que as sibipirunas combinaram de dar um show à parte; é impressionante o número de árvores que estão repletas de inflorescências.


Se as ruas ficam amarelas com as sibipirunas, se os ipês deixam a cidade mais excêntrica e as rosas a deixam mais bonita, aproveite para também sair de casa, dar o ar da graça, se inebriar com os perfumes florais. Para e repara. Olha como a vida se move mesmo estando as árvores plantadas no chão, imóveis, fáceis de achar.


Que nada nem ninguém consiga contê-lo em tuas fases mais fecundas. Afinal, há uma célebre frase (atribuída a Pablo Neruda) que manda a letra, de prima, na reta: "Podem cortar todas as flores, mas não podem deter a primavera". Nunca.

Texto Cristian Aguazo




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Data da Última Atualização: 23/10/2017 17:26:56