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Terça-feira, 04 de Dezembro de 2018

Quantidade de embalagens de agrotóxicos encontradas no Movimento Rio Paranazão Sem Poluição chama atenção



Guaíra é localizada nas margens de um dos maiores e mais importantes rios do Brasil, O Rio Paraná, que permite que muitas famílias vivam exclusivamente da pesca. Atualmente em Guaíra existem cerca de 15 portos de pesca, que abrigam pescadores profissionais e tem uma estrutura montada e mantida via parceria entre Município e Itaipu Binacional.

Numa visita em meados de julho a assessoria de imprensa visitou todos os portos juntos com representantes municipais e servidores da Itaipu. Nessa visita alguns pescadores relataram questões sobre a quantidade de peixes do Rio, que a cada ano vem diminuindo. Essa informação hoje ganhou mais peso pois a imprensa recebeu uma denúncia alarmante.

O presidente do Porto 7, localizada na Vila Eletrosul, Carlos Cervante Alarbarce, procurou a assessoria de imprensa municipal para relatar o trabalho de limpeza do rio Paraná que é realizado pelos pescadores do Porto 7, há seis anos.

"Todos os anos entre os dia 8 e 20 de novembro, eu e mais doze pescadores profissionais, fazemos um movimento, chamado "Rio Paranazão sem Poluição", que visa limpar o Rio Paraná numa extensão de 12 km. O lixo que retiramos do rio tem aumentado a cada ano. Em 2018, ficamos assustados, a quantidade de lixo praticamente dobrou. Só de embalagens de agrotóxicos, usados para tratamentos de semente de milho, recolhemos quase 2 mil kilos", conta Carlos Cervante Alarbarce.

A informação causa espanto ainda maior quando Carlos descreve sobre a situação dos peixes, "Nossos peixes estão doentes. Tem sido comum encontrarmos peixes mortos, sem nenhum sinal de anzol, ou algo que mostre o sofrimento do peixe. Eles apresentam uma diferença no pulmão que antes não víamos. As espécies como, Armado e Cascudo Preto, não dá mais para consumir, pois dão diárreia e febre. É uma alteração no sistema ambiental muito brusca. Na água tem aparecido uma espuma branca que apresenta um cheiro forte e ruim", desabafa Carlos.

O coordenador do Departamento Municipal de Meio Ambiente, Luis Vieira, também confirma as observações alarmantes trazidas pelo porto 7. "A cada ano que passa o número de frascos e recipientes de agrotóxicos, injeção para gado além de outros contaminantes, vem aumentando consideravelmente. È possível perceber isso também na Ação que a Secretaria de Infraestrutura, Agropecuária e Meio Ambiente, organiza com a Itaipu Binacional, uma vez ao ano, chamado Rio Mais Limpo, envolvendo os profissionais de todos os demais portos da Colônia Z13. Nós fazemos a retirada desses recipientes juntamente com a fiscalização da ADAPAR (Agência de Defesa Agropecuária do Paraná). A ADAPAR se responsabiliza por acionar as empresas que recebem essas embalagens, existem apenas duas na região que fazem esse trabalho que recebimento de embalagens tóxicas, sendo uma em Palotina e a outra em Santa Terezinha do Itaipu. A fiscalização da ADAPAR não conseguiu identificar quais são os Municípios que estão descartando essas embalagens no curso do rio, devido ser de natureza estrangeira. Pois os agrotóxico adquiridos legalmente obedecem um protocolo obrigatório de processo de devolução da embalagem. Acredita ser Municípios que fazem divisa com o Rio Paraná, estamos cobrando do ICMBIO, se eles estão cientes desta contaminação na área de parque, o que se sabe que não é somente município de Guaíra mas toda região que margeia o Rio", constata Luis.

O Departamento de Meio Ambiente Municipal, já se prontificou em fazer nos próximos dias o reconhecimento das embalagens retiradas do rio pelos pescadores do Porto 7 e comunicar a Adapar, que é o orgão responsável para fazer a notificação e verificação da natureza das embalagens e na sequencia autorizar a destinação correta.

O ICMBIO, órgão responsável por fiscalizar a área onde se encontra o Porto 7, foi informado pelo Departamento de Meio Ambiente sobre a operação "Rio Paranazão sem Poluição" e deve intensificar a fiscalização na área.

As operações "Rio Paranazão sem Poluição" e "Rio Mais Limpo", tem grande importância. Mas também é necessário que ocorra uma conscientização urgente por parte das pessoas, em não jogar lixo nos rios e nem nas margens. Lixo tem que estar em seu destino correto. Ao fazer o descarte ilegal de qualquer embalagem, as pessoas colocam em risco o próprio futuro e tornam menor o espaço de tempo entre o futuro e o presente.

Rio Paraná e pescadores clamam por consciência ambiental. A vida da profissão pescador está comprometida. Pescadores relatam que até o número de alevinos, diminuiu. O lixo diminuiu o rendimento da atividade pesqueira na região. Não faça descarte irregular. Não use o rio como lixão. Seja consciente, lugar de lixo é no lixo.

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Data da Última Atualização: 11/12/2018 19:49:32