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Terça-feira, 03 de Dezembro de 2019

Festa de Nossa Senhora de Caacupê será neste final de semana


Nesse final de semana será realizado uma das festas cultural gastronômica mais tradicionais de Guaíra.

A festa de Nossa senhora de Caacupê que será realizada nos dias 07 e 08 de dezembro. Atrações culturais, procissão, novenas, música e muita animação compõem a comemoração à Virgem de Caacupê, santa padroeira do Paraguai. A festa é realizada na igrejinha ao lado residência da saudosa Lucila Suares Arguello, agora gerenciada por seu filho Rubens Arguello, na rua Monjoli, 94, no bairro Vila velha.

Relembre a história de como tudo começou.

A imagem, que de tão pequenina cabe na palma da mão, foi encontrada num cenário da Guerra do Chaco, entre Bolívia e Paraguai durante os anos de 1932 a 1935. Quando o armistício entre Bolívia e Paraguai foi assinado, em 1935, um militar buscou recordações no desolador cenário de luta. Este soldado pegou uma imagem esculpida em madeira e prata que acompanhava um combatente abatido. A imagem foi dada de presente para Quitéria Aguilera, mãe de dona Lucila, que então residia no Paraguai. Dona Quitéria entendeu que aquilo era um sinal e sob as bênçãos de um padre resolveu fazer um almoço e uma festa para dar às crianças carentes nos dias 08 de dezembro, como forma de homenagear a Santa. Quitéria levou essa promessa consigo quando imigrou ao Brasil, para o Mato Grosso do Sul, na fazenda Campanário, sede da Companhia Matte Larangeira. E depois a trouxe quando ela se mudou para Guaíra, em 1.940. Quando Quitéria faleceu, nos anos 1970, Dona Lucila deu sequência à tradição, ampliando o formato da festa e fazendo dela um atrativo cultural para toda a fronteira.

A Santinha, aliás, tem uma mística poderosa: ficou desaparecida por 12 anos e misteriosamente voltou ao seu lugar num dia 7 de dezembro. Muitos garantem que também já operou diversos milagres.

A festa da Dona Lucila, como é conhecida por muita gente na cidade, preserva desde sempre o caráter de promessa, de bondade e caridade. "Minha mãe fazia questão de atender aos mais necessitados. Aprendi com ela", diz Rubens.

Dona Lucila, cidadã honorária que dá nome também a um posto de saúde, notabilizou-se pela habilidade interpessoal e dotes culinários. Logo depois que chegou a Guaíra, em 1.940, assumiu a cozinha do primeiro hotel guairense (antiga Câmara, atual sede da Guarda Municipal). Depois, atuou como confeiteira e lidou com o comércio de comidas típicas paraguaias num espaço criado dentro de sua própria casa. Lá, chipas, pães caseiros e sopas paraguaias eram acompanhadas pelo famoso cocido, chá feito à base de erva-mate, açúcar e brasa de lenha. Aos domingos, macarrão de massa caseira e nhoque com massa de mandioca eram comercializados religiosamente.

O evento tem apoio da Secretaria de Turismo, Esporte e Cultura.

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Data da Última Atualização: 21/02/2020 08:25:36