Janeiro Roxo alerta para prevenção, diagnóstico e combate à hanseníase em Guaíra
O Município de Guaíra, por meio da Secretaria Municipal de Saúde, reforça neste mês de Janeiro Roxo o alerta à população sobre a hanseníase, uma doença que ainda está presente na realidade brasileira, mas que tem cura, tratamento gratuito e controle garantido quando diagnosticada precocemente.
Atualmente, Guaíra possui cinco pacientes em tratamento para hanseníase. Nos últimos cinco anos, 27 pessoas foram diagnosticadas e tratadas, o que demonstra a importância da vigilância ativa, do acesso aos serviços de saúde e da busca precoce por atendimento.
A campanha Janeiro Roxo tem como principal objetivo informar, combater o preconceito e estimular a população a procurar atendimento ao identificar sinais suspeitos, evitando complicações e interrompendo a transmissão da doença.
O que é a hanseníase
A hanseníase, anteriormente conhecida como lepra, é uma doença infecciosa crônica causada pela bactéria Mycobacterium leprae. Ela afeta principalmente a pele e os nervos periféricos, podendo provocar:
Manchas esbranquiçadas, avermelhadas ou acastanhadas na pele
Perda ou alteração da sensibilidade ao calor, frio, dor ou toque
Formigamentos e dormências
Fraqueza muscular nas mãos, braços, pés ou pernas
Sem tratamento, a doença pode evoluir para lesões neurológicas, deformidades físicas e incapacidades, mas quando diagnosticada no início, a cura é completa e as sequelas são evitadas.
A transmissão ocorre apenas por gotículas respiratórias (saliva) de pessoas que ainda não iniciaram o tratamento. Não se pega hanseníase por toque, abraço, aperto de mão ou convivência social, o que reforça a importância de combater o estigma.
Uma doença antiga, hoje totalmente curável
A hanseníase é uma das doenças mais antigas da humanidade, com registros de mais de 4 mil anos. Durante séculos, foi associada ao medo, à exclusão e à segregação.
Em 1873, o médico norueguês Gerhard Armauer Hansen descobriu o bacilo causador da doença, provando que ela não era hereditária nem castigo divino. No Brasil, até a década de 1980, pessoas doentes ainda eram afastadas de suas famílias e isoladas em colônias, prática hoje reconhecida como uma violação de direitos.
Em 1995, o país oficializou o termo hanseníase, substituindo “lepra”, justamente para reduzir o preconceito.
Atualmente, o Brasil oferece tratamento integral, gratuito e eficaz pelo SUS, com a Poliquimioterapia (PQT), recomendada pela Organização Mundial da Saúde. Logo nas primeiras doses, a pessoa deixa de transmitir a doença.
Como é feito o diagnóstico em 2026
O diagnóstico da hanseníase é realizado principalmente por meio de avaliação clínica, feita por médico ou enfermeiro capacitado na rede pública.
O processo envolve três pilares:
1. Exame dermatoneurológico
Avaliação das manchas na pele
Testes de sensibilidade ao toque, dor, calor e frio
Palpação dos nervos (braços, pernas e pés)
Testes de força muscular
2. Testes rápidos e tecnologia
O SUS disponibiliza:
Teste rápido sorológico, por gota de sangue
Teste de PCR, que identifica o DNA da bactéria em casos mais complexos
3. Exames complementares (quando necessários)
Baciloscopia (raspado de pele)
Biópsia de pele
Esses exames auxiliam quando há dúvida no diagnóstico.
Atenção aos sinais
Se você apresenta manchas na pele com perda de sensibilidade, formigamento persistente, dormência ou fraqueza muscular, procure imediatamente a Unidade Básica de Saúde (UBS) mais próxima.
O diagnóstico precoce protege você, sua família e toda a comunidade, evitando sequelas e interrompendo a transmissão da doença.
Guaíra no enfrentamento à hanseníase
Com cinco pacientes atualmente em tratamento e 27 pessoas acompanhadas e tratadas nos últimos cinco anos, Guaíra mantém vigilância ativa e oferta de atendimento pelo SUS e destaca que hanseníase tem cura e o preconceito precisa acabar.
A campanha Janeiro Roxo convida toda a população a se informar, observar os sinais e procurar atendimento. Cuidar da saúde é um ato de responsabilidade e cidadania.